Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

25/02/2017

ACREDITE SE QUISER: A ministra alemã da Defesa tem um exército em casa

Ursula von der Leyen, ministra alemã da Defesa, o marido Heiko Echter,
professor de medicina, e os seus 7 filhos
O que pensarão de Ursula as tropas dos vários esquadrões do politicamente correcto?

24/02/2017

Manifestações de paranóia/esquizofrenia (20) - A trumpologia, o politicamente correcto e o multiplicador de Marvão Pereira

«Esquizofrénico é alguém que perde a capacidade de pensar de uma forma lógica e, consequentemente, de comunicar e de se relacionar, passando a viver num mundo paralelo e sem as normas pelas quais se regem as pessoas ditas normais» 
Trump revogou na 4.ª feira as guidelines de Barack Obama autorizando os alunos transexuais a utilizar WC e vestiários das escolas financiadas pelo governo «em função do género com que se identificam». (fonte)

Já ouço o bruaá da justa indignação politicamente correcta. Contudo, sem razão, desta vez. Segundo as minhas fontes, trata-se de uma medida transitória porque o programa keynesiano da administração Trump prevê o investimento de quase $100 mil milhões (uns 55% do PIB português) o qual, segundo o multiplicador do professor doutor Marvão Pereira, terá um efeito acumulado no PIB americano de $1,8 biliões, para construir em cada uma das cerca de 100 mil escolas as casas de banho, à razão de cerca de $10 mil cada, para cada um dos 9 géneros até hoje identificados, a saber: Lésbicas, Gay, Bissexual, Trans, Queer, Intersex, Asexuado, Demissexual e "+".

23/02/2017

CASE STUDY: Porque não gostam os "intelectuais" da nossa praça da internet e das redes sociais

«A Internet permitiu a democratização dos talentos e favoreceu uma estranha forma de cosmopolitismo doméstico, possibilitando viajar pelo mundo sem sair de casa (melhor dizendo, sem sair do quarto na casa dos pais... ), sem ter necessidade de uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian, sem ter de esperar pela crónica semanal de MEC para saber o que se fazia «lá fora». Sintomaticamente, há quem sustente que Sartre foi o último dos intelectuais: o surgimento da Internet, um fenómeno avassaladoramente democratizador, fez desaparecer hierarquias e circuitos privilegiados de acesso e difusão das ideias e, com isso, extinguiu a concepção do intelectual como referência de pensamento e de acção.

Em contrapartida, a quantidade de informação acabou por implicar maior esforço intelectual: desde então, não bastava proclamar «O que existe» ou «saiu um livro A ou um disco B» pois em poucos segundos se sabe e, de uma forma niveladoramente democrática, todos o sabem. Tornou-se necessário, cada vez mais, um contributo adicional, próprio, original para despertar o auditório e resgatá-lo do seu alegado provincianismo. Nos tempos da Internet e das redes sociais, uma publicação com o perfil d'O Independente, designadamente o seu famoso «Caderno 3» (dirigido por Esteves Cardoso), teria muita dificuldade de se distinguir na esfera pública.

Assim, a Internet foi extraordinariamente importante para a afirmação de uma nova geração, e existem hoje tantos blogues influentes de direita quanto de esquerda. A blogosfera e as redes sociais são muito mais plurais e equilibradas em termos de representatividade das diversas correntes de opinião do que, por exemplo, as televisões e, sobretudo, a imprensa escrita.»

António Araújo, «Da direita à esquerda», Saída de emergência

22/02/2017

DIÁRIO DE BORDO: Senhor, concedei-nos a graça de não termos outros cinco anos de TV Marcelo (30)

Outras preces.

Só hoje me dei conta do espectáculo, certamente deprimente, que o Presidente Marcelo voltou a oferecer aos seus cada vez menos admiradores (perdeu 4,2% de share desde a última performance como comentador no final de 2015), voltando à TVI (onde foi feliz, costuma acrescentar-se) para se submeter a avaliação por quatro figurões a fazerem de "comentadores" e entre eles o actual presidente da câmara de Lisboa.

Evaporam-se os últimos resquícios de bom senso e lucidez e confirma-se o diagnóstico de Bruno Alves, o politólogo encarnado psicanalista. «Como qualquer pessoa com dois dedos de testa percebe, a coisa acabará mal para Marcelo (...)  o problema está em que ninguém sabe o que vem a seguir. É por isso que Marcelo e a sua presidência são um perigo para este pobre país.»

DIÁRIO DE BORDO: O direito a contaminar (republicação)

Recentemente a Direcção-Geral da Saúde alterou a sua norma relativa a «Dadores de sangue, comportamento sexual, critérios de suspensão» limitando as dádivas de homossexuais e bissexuais. Parece que esta alteração não caiu bem no lóbi gay, a avaliar pelas reacções do jornalismo das respectivas causas.

Propus-me comentar essas reacções até que me recordei ter escrito há algum tempo sobre este tema. Reli o post e concluí que, um ano e meio depois, se mantém bastante actual e resolvi por isso republicá-lo. Aqui vai.

Para alguém que olhe sem preconceitos negativos ou positivos para os comportamentos dos humanos, é razoavelmente evidente que a fixação dos lóbis gays no casamento unissexo, finalmente legalizado em Portugal há 5 anos, tem pouco a ver com a instituição do casamento em si mesma e muito mais com a necessidade de «normalizar» o seu status social.

De facto, como aqui escrevi, para a «comunidade» gay, com décadas de casamentos em atraso, mil e seiscentos casórios em 5 anos deveria ser uma decepção, sobretudo nestes tempos em que os casais normais no sentido gaussiano já quase deixaram de se casar, convencidos por décadas de propaganda politicamente correcta que o casamento era uma instituição burguesa decadente e não significava nada, a mesma propaganda politicamente correcta que convenceu os gays que o casamento significava tudo.

Algo semelhante se passa com a adopção numa época em que os casais «normais», além de cada vez menos se casarem, têm cada vez menos filhos cada vez mais tarde, por uma série de razões conhecidas. A menos que se descobrisse uma pulsão maternal e paternal «anormal» nos gays, a fixação dos seus lóbis na legalização da adopção tem com toda a probabilidade a mesma explicação - a necessidade de «normalizar» o seu status social.

A terceira vertente da «normalização» é a dádiva de sangue. Não parece que os gays individualmente considerados tenham uma pulsão para a dádiva de sangue mais forte do que a dos heterossexuais que, como é sabido, são relutantes em se deixarem sangrar. Outra vez ainda, são os seus lóbis que fazem a despesa da «luta», frequentemente usando a chantagem sobre os gays ainda dentro do armário em posições influentes para usarem essa influência.

Contudo, neste domínio a coisa fia mais fino porque o uso de sangue contaminado com HIV tem óbvios riscos para os receptores. A exemplo do que se passa nos EU, onde a FDA continua a não autorizar a dádiva por homossexuais, também em Portugal não é autorizada. Pois bem, tudo indica que o lóbi gay está em vias de conseguir infligir uma derrota à saúde pública: «o relatório "Comportamentos de risco com impacto na segurança do sangue e na gestão de dadores", a que a Lusa teve acesso, estabelece "a cessação da suspensão definitiva dos candidatos a dadores homens que têm sexo com homens (HSH) [homossexuais e bissexuais] ", uma decisão tomada por unanimidade entre os oito elementos do grupo de trabalho». Do relatório para a lei vai um passo que o lóbi gay jornalístico já deu, uma vez que anuncia que a «dádiva de sangue por parte de homossexuais vai passar a ser permitida».

Perguntar-se-á, mas os heterossexuais não têm HIV e não doam sangue? Claro que podem ter e têm HIV e podem doar e doam sangue. A enorme diferença é que, para utilizar o caso dos EU, os homens gays e bissexuais representam aproximadamente 2% da população e 57% das pessoas com HIV diagnosticado, ou seja a probabilidade a priori de um gay estar infectado é 65 vezes maior do que um não gay. Assim, sendo o risco tão desproporcionado a dádiva de sangue por um gay deveria no mínimo estar condicionada à apresentação de um teste negativo válido.

Por miopia e falta de coragem de ir contra a corrente do pensamento politicamente correcto, as luminárias domésticas confundem o direito à união legalizada (inadequadamente denominada casamento) com os «direitos» à adopção e à dádiva de sangue, que, se fossem direitos, seriam das crianças alvo da adopção e dos receptores de sangue.

CASE STUDY: Trumpologia (14) - Da pós-verdade à pré-verdade

Mais trumpologia.

Sábado à noite num comício na Florida, Donald Trumpm referiu-se a «what's happening last night in Sweden» para designar um suposto motim provocado por emigrantes no dia anterior.

No domingo e na segunda-feira seguintes, indignados de todo o mundo revoltaram-se emocionados contra as trumpalhadas do Donald. Um dos indignados foi o primeiro-ministro sueco Stefan Lofven que exortou Trump e outros líderes a «serem responsáveis pelo uso correcto dos factos e verificarem todas as informações que espalham». Carl Bildt, um ex-primeiro-ministro sueco, liberto dessas responsabilidades, foi mais longe e perguntou-se «o que Trump tem andado a fumar?»

Segunda-feira à noite, ainda as indignações incendiavam os jornais, a blogosfera e as redes sociais, um violento motim com polícias cercados e atacados e carros incendiados, ocorreu em Rinkeby, um subúrbio de Estocolmo habitado por uma maioria de imigrantes, como reacção a uma tentativa da polícia prender no metro uma pessoa procurada, (Fonte)


«Peter Springare, que trabalha como investigador para a polícia em Örebro, uma pequena cidade no sul da Suécia, escreveu: "Estou tão cansado. O que estou escrevendo aqui não é politicamente correto. Mas eu não me importo. Nossos pensionistas estão de joelhos, as escolas são uma bagunça, a saúde é um inferno, a polícia está completamente destruída. Todo mundo sabe porquê, mas ninguém ousa ou quer dizer o porquê.» (Fonte)

Em conclusão, quanto mais a esquerdalhada em geral, o politicamente correcto e o jornalismo de causas em particular, negam a realidade, mais abrem o caminho aos demagogos transformado-os em profetas da desgraça.

21/02/2017

Marcelo no divã

«Algumas almas generosas e benevolentes têm interpretado esta “estratégica mediática” do Presidente como uma tentativa de conquistar uma popularidade quase consensual e acima das habituais divisões partidárias, para que quando uma tempestade se abater sobre o país, ele a possa usar para arrumar a casa. Uns acham que ele será bem-sucedido, outros duvidam, mas todos concordam quanto à motivação de Marcelo. Sobrestimam o homem. A única motivação do Presidente é o seu desejo de adoração pública. Por isso tudo faz para que todos os seus gestos agradem ao máximo número de pessoas e desagradem o menos possível aos que se possam sentir ofendidos com o que diz ou faz.»

 «Um Presidente Perigoso», Bruno Alves (Politólogo, mas aqui na sua encarnação de psicanalista que lhe assenta muito bem), no Jornal Económico

CAMINHO PARA A INSOLVÊNCIA: De como o melhor que pode acontecer ao paraíso prometido aos gregos pelo Syriza é ser um purgatório (LXI) - Ponto de situação

Outros purgatórios a caminho dos infernos.

Os credores da Grécia discutem: o FMI defende mais um perdão de dívida e quase todos os países da Zona Euro se opõem. Quanto à geringonça, sabe-se o que Costa pensa («Vitória do Syriza é um sinal de mudança que dá força para seguir a mesma linha») mas não se sabe o que Costa disse.

O problema da Grécia são, em primeiro lugar, os gregos. Em segundo lugar, os credores que, além de não se entenderem, receitam medicinas que deixam o doente ainda mais doente, Ora veja-se o diagrama seguinte (fonte).


Enquanto isso, os yields da dívida a 10 anos andam pelos 7-8% e não descem para abaixo, como dizia há pouco tempo aquele conhecido analista residente em Belém.

Fonte: Bloomberg
O que se percebe lindamente quando se conhece a situação (radiografia do FMI vista por Tavares Moreira);

«(i) 50% dos particulares que são titulares de rendimentos (teoricamente) tributáveis, não pagam imposto; 
(ii) défice do sistema de pensões ascende a 10,5% do PIB, quádruplo do valor médio na Zona Euro; 
(iii) créditos em incumprimento (NPL’s) no sistema bancário representam 45% do total do crédito (em Portugal este rácio é de cerca de 12% e, como se sabe, os NPL’s são considerados um problema de enorme gravidade); 
(iv) dívida pública atinge cerca de 180% do PIB, de longe o valor mais elevado na Zona Euro; 
(v) taxa de desemprego em 23%, a mais alta da Zona Euro.»

A nossa esperança é Costa também não cumprir a promessa de seguir a mesma linha.

Aditamento:
Já depois de publicado este post, a Grécia, carecendo desesperadamente de dinheiro para não entrar em default em Julho, sucumbiu às pressões dos credores e aceitou aprovar um série de reformas estruturais. Não acreditem muito nisso. É, provavelmente, mas um expediente bilateral para chutar a bola para a frente: pelo lado grego porque é essa desde sempre o expediente; pelo lado da CE porque é preciso esperar pelas eleições francesas, holandesas, italianas e alemãs. Pelos dois lados, depois logo se vê.

20/02/2017

ESTÓRIA E MORAL: O argueiro e a trave (2)

Estória (a mesma, mais em detalhe)

Era uma vez um ministro das Finanças que na apresentação do relatório OCDE, com o secretário-geral da OCDE a seu lado, disse «Todas as instituições internacionais falharam nas suas previsões



Moral (a mesma)

Por que vês tu, pois, o argueiro no olho do teu irmão, e não vês a trave no teu olho? Ou como dizes a teu irmão: Deixa-me tirar-te do teu olho o argueiro, quando tens no teu uma trave? Hipócrita, tira primeira a trave do teu olho, e então verás como hás de tirar o argueiro do olho de teu irmão.
(Mateus, VII: 3-5).

Crónica da anunciada avaria irreparável da geringonça (71)

Outras avarias da geringonça.

Entalado entre as pressões para «vincular» os professores «precários» e as contenções orçamentais indispensáveis para Bruxelas continuar a abrir os cordões à bolsa, o governo decidiu dar um osso ao PCP e ao BE (mais a este do que ao outro) imaginando que não custaria nada - irá custar, e muito, no futuro ao país. Trata-se de desfazer as reformas de Crato: reduzir os tempos das disciplinas de Português e Matemática e aumentar os tempos dedicados à doutrinação através do que eles chamam de ciências sociais, cidadania, «formação» cívica e as outras tretas do costume que os berloquistas, se os deixassem, tentariam transformar numa réplica das suas universidades de verão onde «a política também passa pelo WC» e se promove o «tocar em alguém do mesmo género».

Dúvidas (187) – Irá o Brexit consumar-se? (VI)

Outras dúvidas sobre a consumação do Brexit.


É claro que actualmente a dúvida se o Brexit se consumará é puramente retórica. A verdadeira dúvida é quanto se consumirá no Brexit.

É cada vez mais claro que as manobras de manipulação dos brexiters sobrestimaram até ao delírio os benefícios (foram garantidas poupanças de £350 milhões por semana, mais do que as contribuições brutas para o orçamento comunitário e não considerando os fundos recebidos) e escamotearam completamente os custos da saída. Em suma, 52% dos eleitores que votaram pela saída foram completamente aldrabados.

Para começar, ainda ninguém sabe como e se é possível compensar 600 mil milhões de euros anuais de trocas comerciais com a UE. Para continuar, também ninguém sabe a quanto chegarão os pagamentos compensatórios devidos pela Grã-Bretanha à UE que incluem (1) a parte britânica nas verbas já comprometidas no quadro orçamental de 7 anos; (2) compromissos de investimento posteriores a 2019, principalmente financiamentos de coesão aos países mais pobres e (3) a parte das responsabilidades por pensões não financiadas dos eurocratas súbditos britânicos.


O total da festa segundo Michel Barnier, o líder das negociações por parte da CE, está estimado entre 40 e 60 mil milhões de euros, mas segundo outros pode atingir 72,8 mil milhões.

[Fonte]

19/02/2017

CASE STUDY: Banco de Portugal, outra aplicação prática da lei de Parkinson (2)

Há uns bons treze anos publiquei aqui um outro post sobre este tema, onde citava Luís Aguiar-Conraria:

«Dado que Portugal não tem moeda própria, a única função do Banco de Portugal é a regulação e supervisão do sistema bancário. O Banco de Portugal tem 1700 funcionários, quatro vezes mais que o Banco Central da Suécia, que, lembre-se, tem de gerir a sua moeda, a coroa sueca.»

Treze anos depois, o BdeP compra um terreno nas Laranjeiras onde, segundo os jornais, irá construir um mausoléu para alojar 1.500 funcionários vindos de diversas outras campas: Almirante Reis (800 corpos), Castilho (500 corpos) e República (200 corpos). Manterá a sede na Baixa onde se manterão uns 500 corpos que perfazem um total de 2.000, mais 18% do que há treze anos.

Em contrapartida, segundo o Expresso, nos 19 países da Zona Euro entre 1999 e 2016 os efectivos totais dos bancos centrais desceram de 59.790 para 46.896 funcionários, uma redução de 21,6%.

Não obstante a redução do âmbito da sua missão e o aumento dos efectivos, ou talvez por isso mesmo, ao BdeP, responsável pela supervisão dos bancos portugueses, passou-lhe ao lado a bancarrota que atingiu quatro deles (BPN, BPP, BES e Banif) e só tardiamente impôs aos restantes o cumprimento dos rácios mínimos.

(Inspirado no Armour & Co.'s General Office, Chicago, 1900, foto adaptada do Early Office Museum)
Temos, pois, uma vez mais, um exemplo perfeito das leis de Parkinson (ver aqui um resumo): a Lei da Multiplicação dos Subordinados e a Lei da Multiplicação do Trabalho e do seu corolário - da diminuição absoluta do âmbito de intervenção ou do volume de trabalho duma organização pode resultar o crescimento exponencial dos seus efectivos.

O BdeP é, segundo as luminárias do regime, uma das instituições mais prestigiadas, se não mesmo a mais prestigiada, do regime. De onde surge a dúvida cartesiana, como serão as outras instituições do regime menos prestigiadas?