Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

15/12/2017

O ruído do silêncio da gente honrada no PS é ensurdecedor (166) - O polvo socialista no seu habitual


Vale mais um email do que mil palavras, na circunstância um email (talvez do início de 2013) de Paula Brito "e" Costa para um destinatário não revelado onde a ex-presidente da Raríssimas escreve
«Como sabes, estive com o Dr. Manuel Delgado, e ele aceitou ir para a Casa dos Marcos. Vai custar-nos 200 mil, é muito, mas eu sei que ele põe a casa no mapa do mundo e a fazer dinheiro!!!! Ele diz que o guito há-de aparecer. (...) Um Manuel Delgado a gerir a nossa casa abanava até o poder político, uma vez que ele é PS e homem de Correia de Campos, que não tarda tomam o governo outra vez e nós ficamos na mó de cima.» (fonte)
A três anos de distância D. Paula antecipou tudo: a casa ficou no mapa, se não do mundo, do Portugal dos Pequeninos, o guito apareceu, o PS tomou o governo às cavalitas da geringonça, o homem de Correia de Campo chegou a secretário de Estado e eles ficaram na mó de cima. Acrescente-se a isto as promiscuidades de Vieira da Silva, da sua mulher Sónia Fertuzinhos, também do PS, e do secretário de Estado Delgado (no caso deste a promiscuidade literal) com D. Paula e temos o polvo socialista no seu habitual.

Esperemos que, agora que D. Paula caiu da mó de cima, eles também venham a cair ou, como dizia Eça, a sair com benzina.

14/12/2017

Arranjem um lugar ao rapaz. Ele merece!

Não sou exactamente o que se possa chamar um leitor habitual da crónica no Expresso diário «Antes pelo contrário» do jornalista de causas / militante / comentador / analista Daniel Oliveira. E não sou, não porque não me esforce, mas porque, apesar do esforço, não consigo ir além do primeiro parágrafo. É tudo tão previsível.

Hoje, a propósito do escândalo Raríssimas, como ontem, anteontem ou trasantontem, a propósito de qualquer outra bosta produzida por este governo, Oliveira esmera-se no seu trabalho de bactéria diligente limpando a fossa séptica socialista, com a mesma diligência com que durante vários anos se indignou com qualquer cocozinho, neoliberal como lhe chamava.

Ó gentes do aparelho socialista, arranjem-lhe um lugar. De porta-voz, de consultor de imagem, de guru, de conselheiro, de estratego, seja lá do que for, mas arranjem-lhe. Ele merece! Ele é articulado, erudito e tem uma larga experiência de transumância (ex-comunista, ex-Plataforma de Esquerda, ex-Política XXI, ex-bloquista, ex-Livre, ex-Tempo de Avançar). Merece mais do que o palhaço Galamba que veio do circo Sócrates, como aqui lembrou o outro contribuinte.

CASE STUDY: Câmara de Lisboa, uma aplicação prática da lei de Parkinson (5) - O multiplicador de ASPON

Parkinson na câmara de Lisboa.

As últimas notícias sobre a contratação de assessores e secretárias pela câmara de Lisboa só surpreendem quem anda distraído ou quem não tenha lido os posts anteriores desta série - ora clique lá no link aqui por cima.

Lamentavelmente a maioria dos alfacinhas e dos portugueses em geral andam distraídos. São as performances do presidente dos Afectos, as trapalhadas do primeiro-ministro Costa e das famílias que constituem o governo, os números dos palhaços de serviço à geringonça (um aplauso especial para o palhaço Galamba que veio do circo Sócrates) e empenhados nas compras de Natal e aos bancos.

Fonte
«Os valores variam mas os contratos mais elevados para assessoria prevêem o pagamento de 3.700 euros mensais, mais IVA. Tal como acontece com a Assembleia Municipal, também no Executivo camarário Lisboa adotou há vários anos um regime que lhe permite contratar mais assessores do que o apoio técnico atualmente previsto no Regime Jurídico das Autarquias Locais. De acordo com a Lei 75/2013, que definiu o número de funcionários para apoio dos membros das câmaras, o presidente e os vereadores de Lisboa têm direito a um total de dez adjuntos e nove secretários. E Fernando Medina tem direito a um chefe de gabinete.»

Lembram-se do multiplicador keynesiano que foi aplicado aos autoestradas que permitiria transformar cada euro de alcatrão em 18 euros de PIB? A coisa aí não funcionou (ou melhor funcionou na multiplicação da dívida) mas aqui está a funcionar na multiplicação dos ASPON (ASsessores de POrra Nenhuma). É isto a descentralização socialista.

O ruído do silêncio da gente honrada no PS é ensurdecedor (165) - Se...



Excerto de «A impunidade de quem é do PS», Henrique Raposo, um dos poucos jornalistas do semanário de reverência que não faz favores ao PS (nem a outros, que se saiba)

13/12/2017

ACREDITE SE QUISER: Lá se vai a sopa de letras

«Foram descobertas duas variantes de genes que parecem ser mais comuns em homens homossexuais do que em homens heterossexuais, anunciou a Universidade de North Shore (Illinois, Estados Unidos) num artigo da Nature. É a primeira vez que uma equipa de cientistas anuncia ter identificado genes individuais que podem influenciar a forma como a orientação sexual se desenvolve em rapazes e homens ainda durante a gestação e ao longo da vida.» (Observador)

Lá por terem genes avariados não têm de ser exibicionistas
Se (um grande se) for assim, então a homossexualidade e all that jazz perde aquele brilho identitário do gay pride e é despromovida ao nível do síndrome de Down. Lá se vão a sopa de letras LGBTQQIAAP, a religião dos géneros, as paradas, etc. (um grande ETC.).

SERVIÇO PÚBLICO: Será o progresso tecnológico uma catástrofe para o emprego?

Eis aqui em O Insurgente uma análise séria, ainda que provocatória, da lengalenga da tecnologia ir acabar com os nossos empregos.

«Eu só consigo imaginar o desespero destas mesmas pessoas se em 1930 lhes dissessem que daí a 50 anos, 3% dos trabalhadores seria suficiente para produzir os bens alimentares de toda a população. Consigo imaginar o seu desespero ao tentar imaginar onde trabalhariam os outros 60% de trabalhadores que nessa altura se dedicavam à agricultura. A verdade é que hoje não temos 60% de pessoas desesperadas de enxada na mão de porta em porta à procura de trabalho.»

É claro que este tipo de argumentação não garante que os empregos actuais não desapareçam maciçamente sem ser substituídos por outros. Tal como a argumentação dos que defendem que o progresso tecnológico fará desaparecer os empregos actuais (em grande parte será assim, com toda a probabilidade) não prova que esses empregos não sejam substituídos por outros, como no passado.

É uma lógica do tipo reductio ad absurdum que mostra que se admitirmos certas premissas elas não explicam a história e conduzem-nos a conclusões que são absurdas ou inválidas e, portanto, essas premissas não são necessariamente válidas.

12/12/2017

DEIXAR DE DAR GRAXA PARA MUDAR DE VIDA: Pendurados no Estado, o Costismo como guterrismo perneta e um manobrista em Belém

«Entre a direita pendurada no Estado e a esquerda pendurada no Estado, a esmagadora maioria do eleitorado (cada vez mais dominado por pensionistas e funcionários públicos) prefere a versão socialista. Por isso, fechado o ciclo cavaquista em 1995, o PSD passou a ser o suplente do PS. Governou apenas quando o PS apodreceu. As duas vezes (2002-2005 e 2011-2015) foram experiências desastrosas. Em vez de reformismo, houve cortes orçamentais. Em vez de novas ideias, houve reciclagem de ideias velhas. Em vez de abertura à sociedade civil, optou-se cada vez mais pelo aparelho puro e duro.»

Excerto de «A crise do PSD (I): o sorpasso», Nuno Garoupa no DN

E não há solução? Haver há, mas não com nenhum dos Marretas saídos da naftalina.

«Ao escolher ficar exclusiva e permanentemente apoiado na bengala comunista-bloquista, Costa tornou o seu Governo ainda mais frágil e refém de interesses instalados do que o de Guterres já fora. O resultado da necessidade deste último de comprar a boa vontade de todos não foi só a sua fama de “indeciso”, mas também os 70 mil novos funcionários públicos que se juntaram à mesa do orçamento entre 1996 e 2000, o aumento da despesa pública, e o défice de 4,3% que deixou a quem veio depois. 
Mas, ao menos, podia dar-se ao luxo de ser “indeciso”, porque podia escolher o que e a quem ceder.

Já Costa sabe que tem de dar o que quer que os únicos que o podem sustentar dele pretenderem, sob pena de perder o poder, a única coisa que o seu “pragmatismo” não pode aceitar. O resultado da “capacidade negocial” de Costa será o fortalecimento dos sindicatos do PCP, o agravamento dos problemas estruturais do país, a continuação da degradação dos serviços públicos e uma desconfiança da população em relação aos políticos ainda maior que a que já hoje se faz sentir. Pior que o “guterrismo”, talvez só mesmo um “guterrismo” perneta.

É claro que este poderá ser suficiente para Costa renovar a sua estadia em São Bento em 2019, talvez até para obter uma maioria absoluta na Assembleia, se o que os eleitores desejam é um Governo que se limite a fazê-los sentir que as coisas já não estão tão complicadas como estavam há uns anos atrás, mesmo que nada tenha realmente mudado. Mas isso não será suficiente para evitar que, mais tarde ou mais cedo, as coisas se compliquem ainda mais, e deixe de ser possível fingir que não.»

Excerto de «Um “guterrismo” amputado», Bruno Alves no Económico

E não há solução? Não, não há. Há sempre um Costa à espera de vaga no PS.

«Desta feita, em jeito de presente de aniversário, Marcelo Rebelo de Sousa convidou o histórico e deveras competente assessor de imprensa do PSD, Zeca Mendonça, para a assessoria de imprensa da Presidência da República. Ora, o Presidente que diz ser o político mais independente de todos leva para a sua equipa a pessoa que melhor conhece e domina a máquina do PSD – em pleno processo eleitoral nesse partido! Ou seja: Marcelo quer estar por dentro da luta entre Pedro Santana Lopes e Rui Rio. Mais: Marcelo apoia Santana Lopes, mas já está a queimá-lo para 2019, lançando (de forma inaudita e só possível em Portugal) Carlos Moedas como o futuro do PSD. E resta esperar para perceber qual será a “facada final” que Marcelo dará (ou tentará dar) na candidatura de Rui Rio. Para nós, é a grande incógnita da política portuguesa nos próximos dias, em plena época natalícia.»

Excerto de «Os 69 de Marcelo», João Lemos Esteves no ionline

E não há solução? Não, não há. Elegeram-no, agora aguentem até 2026.

Dúvidas (212) - LGBTQQIAAP? FYAYWSFWU! (II)

Continuação desta dúvida.

Há algum tempo decifrei o acrónimo LGBTQQIAAP com a ajuda da BBC «We know what LGBT means but here's what LGBTQQIAAP stands for». Já sabia que L = lesbian, G = gay, B = bisexual, T = transgender e fiquei a saber que Q = queer, Q = questioning, I = intersex, A = allies, A = asexual, P = pansexual.

Esqueçam tudo o que a antiga musa canta porque o que vem a seguir é algo muito mais completo. O ano passado Steffen Königer, deputado pelo AfD ao parlamento de Brandenburgo, foi acusado de ter saudado o parlamento no início de uma intervenção com um «Meine Damen und Herren» (senhoras e senhores), sem mencionar os outros sexos, perdão géneros. Com uma ironia devastadora, na sua intervenção seguinte Königer dirigiu-se ao parlamento como se pode ver no vídeo seguinte (via Fiel Inimigo).


É lamentável que nem todas as mentes liberais se atrevam a questionar os delírios psicóticos do politicamente correcto nas suas manifestações de «gendermania» e deixem a despesa a cargo da extrema-direita.

11/12/2017

Crónica da anunciada avaria irreparável da geringonça (113)

Outras avarias da geringonça.

Daniel Bessa revela na sua crónica no Expresso que o programa Compete, que faz parte do Portugal-2020 financiado pelo orçamento comunitário e destinado a financiar o investimento empresarial para aumentar a competitividade, está também a ser utilizado pelo governo no financiamento da administração pública para... «reduzir os custos de contexto». O título da crónica de Bessa é muito apropriado: «Desfaçatez».

Já sabíamos que banca está a reduzir o crédito às empresas ao mesmo tempo que aumenta o crédito à habitação o que levou o BdP, escaldado pela crise, a ameaçar afunilar as regras. Ficámos também a saber pelo BdP que, em particular, o crédito às empresas exportadoras desce há 7 meses consecutivos e atingiu o valor mais baixo desde 2010. É o que se chama matar à fome uma das duas galinhas dos ovos de ouro - a outra é o turismo que em 2016 aumentou 10% em relação a 2015 e representou 7% do valor acrescentado bruto tendo o consumo dos turistas atingido 12% do PIB.

SERVIÇO PÚBLICO: Ideias heréticas sobre a Jerusalém, capital de Israel

Jerusalem Denial Complex

Bret Stephens

If nothing else, Donald Trump’s decision on Wednesday to recognize Jerusalem as Israel’s capital shows how disenthralled his administration is with traditional pieties about the Middle East. It’s about time.

One piety is that “Mideast peace” is all but synonymous with Arab-Israeli peace. Seven years of upheaval, repression, terrorism, refugee crises and mass murder in Libya, Egypt, Yemen, Iraq and Syria have put paid to that notion.

Another piety is that only an Israeli-Palestinian peace deal could reconcile the wider Arab world to the Jewish state. Yet relations between Jerusalem and Riyadh, Cairo, Abu Dhabi and Manama are flourishing as never before, even as the prospect of a Palestinian state is as remote as ever.

10/12/2017

DIÁRIO DE BORDO: Senhor, concedei-nos a graça de não termos outros cinco anos de TV Marcelo (48)

Outras preces.

Com efeito em 30 de Novembro, os comunistas cancelaram formalmente a assinatura do canal TV Marcelo ao publicarem no Pravda, perdão Avante!, um "artigo de opinião" de Manuel Gouveia, um apparatchik obscuro membro do Comité Central do PCP onde se lê a pretexto do presidente dos Afectos ter dito «trata-se de não desbaratar aquilo que deu tanto trabalho aos portugueses».:
«A síntese é brilhante e eficaz, mas é falsa, e expõe o papel de Marcelo como manipulador ao serviço  do grande capital. Os manipuladores da opinião pública fazem vingar as suas teses por força da sua sistemática repetição.»
Parece-me pouco rigoroso classificar MRS como «manipulador ao serviço do grande capital». Quanto ao manipulador está certo, mas quanto ao serviço é um exagero; no máximo poderia dizer-se que ele esteve ao serviço do DDT, mas seria mais exacto dizer que MRS tentou colocar o DDT ao seu serviço, sem sucesso.

Porém, o importante neste caso não é quem está ao serviço de quem, o importante é concluir que os comunistas, nunca tendo dado em privado para o peditório de MRS, deixaram publicamente de fingir. Em breve, com toda a probabilidade, os berloquistas imitarão os comunistas, ainda que com mais jogo de cintura porque lhes falta o abrigo dos sindicatos para enfrentarem o deserto afastados do poder.


Sabendo-se a influência que comunistas e sobretudo berloquistas têm nas redacções, é de supor que se inaugure o fim da benignidade consensual entre os opinion dealers e os spin doctors que até agora tem acompanhado os afectos presidenciais. Ainda estamos muito longe dos ódios que acompanharam a última parte do mandato de Cavaco, mas o certo é que MRS não esteve muito melhor no seu primeiro ano, e é de supor que, quando as castanhas começarem a queimar as mãos de Costa, MRS sentindo o cheiro do sangue aperte Costa açulando inadvertidamente o resto do jornalismo de causas.

AVALIAÇÃO CONTÍNUA: A opinião pública americana é diferente da opinião publicada não americana

Secção Res ipsa loquitur

Um pouco por todo o lado, a esquerdalhada parece pensar que o presidente americano deveria ser eleito pelos eleitores de esquerda do resto do mundo. Associada a esta fixação surge uma outra, a de acreditarem que a opinião pública americana adora os presidentes democratas e odeia os republicanos (ainda que tenha votado neles). Desta vez a esquerdalhada está a viver momentos de êxtase porque graças ao estilo e à substância de Trump, a sua taxa de aprovação, desde o início do mandato limitada aos seus indefectíveis, está a afundar-se. Porém, ao contrário do que a esquerdalhada quer fazer crer, não tem sido geralmente assim com outros presidentes.

Fonte
Como todas as muletas das vulgatas esquerdistas, os «factos alternativos» (que não foram uma criação da equipa de Trump, porque a técnica agitprop foi inventada pelos comunistas nos anos 20) , também não resistem aos factos. Veja-se no diagrama anterior como no primeiro ano de mandato os presidentes republicanos, com excepção de Trump, tiveram a maior parte do tempo taxas de aprovação superiores às dos presidentes democratas. Em particular, veja-se a popularidade de George W. Bush, a bête noire da esquerdalhada.

09/12/2017

CAMINHO PARA A INSOLVÊNCIA: O Terminator da Azambuja ataca de novo

O Terminator de emprego
Em Dezembro de 2006 foram 1.100

«Opel da Azambuja fecha amanhã ao fim de 43 anos

Amanhã, às 23.10, as máquinas param na fábrica da General Motors, na Azambuja, ao fim de 43 anos de laboração. A decisão da GM de deslocalizar a produção do Opel Combo para a fábrica de Saragoça atira para o desemprego os 1100 trabalhadores da fábrica, a que acrescem cerca de 400 postos de trabalho indirectos.»

Onze anos depois podem ser 5 mil

«VW já tem alternativa à Autoeuropa de Palmela

Meta de 280 mil veículos até ao final de 2018 pode estar comprometida sem acordo. Várias fábricas do grupo já estão disponíveis para receber parte da produção do novo VW.»

Poses no Semanário de Reverência

Passos Coelho em pose de fuga depois de ter destruído os Serviços Públicos em foto do Semanário de Reverência


Catarina Martins em Pose de Estado defendendo os Serviços Públicos em entrevista ao Semanário de Reverência

08/12/2017

Dúvidas (211) - Bist du wahnsinnig, Herr Schulz?

Aqui


«Those who are against it will simply leave the EU.»

TIROU-ME AS PALAVRAS DA BOCA: Entre os dois, venha o Costa e escolha

«Infelizmente, não há forma de garantir que um incompetente se tenha transformado num competente 15 anos depois. Pode acontecer? Teoricamente, pode. Eu acredito que as pessoas mudam, aprendem e melhoram. Só que ao nível de primeiro-ministro – tal como na guerra, ou no lançamento do space shuttle – não dá para arriscar. É tão simples quanto isto. Não dá para pagar para ver. Mais: seria tão pesada a mochila de 2004/2005 que Santana arrastaria às suas costas, que qualquer buraco no caminho ganharia a dimensão de uma cratera. Nunca haveria estado de graça – apenas recordações da gigantesca desgraça que foram os seus oito meses como primeiro-ministro. Tudo isto me parece tão evidente, tão escandalosamente óbvio, que ver Santana candidato apenas demonstra que o PSD pós-Passos é um partido em cacos. Está tão obcecado com as lutas internas que se tornou indiferente aos interesses do país e ao seu próprio futuro.»

Excerto de «O meu primeiro pontapé na incubadora», João Miguel Tavares no Observador

É difícil não concordar. Infelizmente a alternativa é Rui Rio, que, escrevi há dias, sabe fazer contas e não mente muito, o que o qualificaria para ser um bom líder socialista, no lugar de um Costa sofrendo de inumeracia crónica, atropelado pelas trapalhadas e mentirolas e com os elásticos à beira de se romperem. Acrescento agora que, com a ajuda de Santana Lopes ou Rui Rio, os elásticos podem durar até ao fim da legislatura e, se os ventos da economia internacional continuarem a soprar as velas da nau lusitana, podemos ter mais um mandato de Costa até ao quarto resgate, altura em que ele sairá queixando-se do capitalismo de casino, das agências de rating e do costume.

07/12/2017

Era uma vez um Centeno que foi para Bruxelas (2)

Continuação daqui

(Da versão internacional do jornal alemão financeiro Handelsblatt

Como se vê, as preocupações de comunistas e de berloquistas não são infundadas. Pelo contrário, as preocupações dos que receavam que a Zona Euro ficasse entregue a Costa por interposto Centeno mostram-se infundadas.

CASE STUDY: Trumpologia (26) - Até para o Donaldo é demasiado

Ozi

Dúvidas (210) – Irá o Brexit consumar-se? (VII)

Outras dúvidas sobre a consumação do Brexit.


Escrevi há dez meses que nessa altura a dúvida se o Brexit se consumaria era puramente retórica. Talvez fosse então, mas ainda pode sair do domínio da retórica. Ora veja-se o diagrama seguinte.


Os remainers e os leavers estão em desacordo em quase tudo, salvo quanto ao desastre da negociação conduzida por Theresa May. E à medida que emergem as falsificações de dados e as manipulações dos políticos leavers, a que a incompetência e falta de guts dos políticos remainers não conseguiram responder, uma parte dos eleitores leavers poderá mudar de opinião.

Desconfio que a UE faz falta ao Reino Unido, que terá a perder com a saída do mercado comum - já quanto aos instintos federalistas bruxelenses percebo perfeitamente os britânicos. Tenho a certeza que o Reino Unido faz falta à UE para injectar o que resta de visão liberal britânica e para conter o dirigismo francês - sim, dirigismo, mesmo com Macron.

06/12/2017

CAMINHO PARA A INSOLVÊNCIA: De como o melhor que pode acontecer ao paraíso prometido aos gregos pelo Syriza é ser um purgatório (LXV)

Outros purgatórios a caminho dos infernos.

Alguém se lembra da excitação pueril do BE nos idos de 2015 quando o Syriza foi o partido mais votado e formou governo coligado com o Anel (um partido que não fora a coligação com o Syriza seria classificado pela esquerdalhada como neonazi) e das peregrinações que se seguiram de luminárias berloquistas a Atenas?

Em menos de 3 anos o Tsipras, o Syriza e o governo grego fizeram o percurso clássico dos doentes terminais nas suas 5 fases: negação, revolta, negociação, depressão e, finalmente, aceitação. Politicamente evoluíram do esquerdismo infantil para a social-democracia colorida e, para responder ao estado comatoso em que os socialistas do Pasok deixaram a Grécia, aplicaram a mesma receita que o governo PSD-CDS teve de aplicar para responder ao estado comatoso em que os socialistas do PS deixaram Portugal.

Compreensivelmente, desde finais de 2015, a Grécia, o Syriza e Tsipras desapareceram do radar do berloquismo. Afinal eles estavam a aceitar e pôr em prática a mesma receita de "austeridade" que as luminárias do BE vilipendiavam em Portugal.

Há poucos dias, Tsipras esteve em Portugal e foi recebido por Costa que acabaria por ter parcialmente razão quando disse em Janeiro de 2015 "Vitória do Syriza é um sinal de mudança que dá força para seguir a mesma linha" e um ano depois negou tudo aquilo que tinha defendido até então e começou a aplicar uma receita seguindo, se não a mesma, uma linha semelhante, não à do Syriza de 2015, mas à do Syriza de 2016 e 2017.

Quem ainda finge seguir a mesma linha do Syriza de 2015 é o Bloco de Esquerda e, por isso, ignorou quase completamente o Tsipras de 2017 que nos visitou e é em vão que se procurará uma referência, por mínima que seja, à visita de Tsipras no esquerda.net. A única referência a um encontro de Tsipras com as luminárias do BE é na entrevista ao DN onde o jornalista escreve que Tsipras «esteve à conversa com Pierre Moscovici, comissário europeu para os Assuntos Económicos e Financeiros, e Catarina Martins, coordenadora do Bloco de Esquerda» - olha que dois. Parece um encontro clandestino.

DEIXAR DE DAR GRAXA PARA MUDAR DE VIDA: Portugueses no topo do mundo (2)

MÁRIO CENTENO É UM DOS PORTUGUESES QUE DOMINAM O MUNDO!

Marcelo Rebelo de Sousa: “Hemos pasado de ser el patito feo al cisne resplandenciente”

El presidente de Portugal: “Somos los nórdicos del siglo XXI”


Vinda do Presidente da República dos nórdicos do século XXI e dita a um jornal de um país vizinho dos nórdicos do século XXI que olha com sobranceria histórica os que agora pensam ser os nórdicos do século XXI, esta afirmação é de um ridículo que só não é mortal porque o ridículo não mata - apenas desvaloriza quem assim se mostra impregnado de um profundo sentimento de inferioridade.