Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
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Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

10/06/2017

DIÁRIO DE BORDO: Senhor, concedei-nos a graça de não termos outros cinco anos de TV Marcelo (37) - Não desisti mas também tenho a mesma dúvida

Outras preces.

«Há pessoas de quem não se espera nada. E há aquelas de quem se espera tudo. O prof. Marcelo pertence às duas categorias. Em passeio nos Açores, o homem resolveu explicar o segredo da nossa felicidade, ele próprio: “Quando iniciei o meu mandato, achava que o país estava carecido de afecto e que era uma prioridade esse afecto. As pessoas estavam pessimistas, estavam cépticas, estavam crispadas. (…) o país estava perdido, corria tudo mal”. Então, como um anjo, surgiu o Salvador, ainda mais reluzente que o Sobral.

Com franqueza, já desisti de tentar perceber se o prof. Marcelo diz estas coisas a sério ou se se diverte a gozar com pategos.»

Excerto de «Cinco dias inúteis», Alberto Gonçalves no Observador

2 comentários:

Vladek disse...

No Jornal de Negócios veio assim:

O Presidente da República considerou esta segunda-feira que “o país estava perdido”, em termos psicológicos, “carecido de afecto”, quando iniciou o seu mandato e que, entretanto, o “universo dos afectos” trouxe “uma viragem política fundamental”.

“A mera viragem psicológica, que passou pelo universo dos afectos, foi uma viragem política fundamental”, defendeu o PR.

Anónimo disse...

Après les mirages, le désert.