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Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

06/06/2017

Encalhados numa ruga do contínuo espaço-tempo (77) - É mais fácil encontrar um lince na serra da Malcata do que um liberal no Chiado

«Tendo a esquerda três partidos com representação parlamentar (já não estou a contar com o PEV e o PAN), parece normal que a mudança do xadrez partidário, se e quando acontecer, venha do centro ou da direita (por alguma coisa, projetos como o Livre e o Agir não encontraram eleitores). Mas tenho muitas dúvidas de que a mudança no xadrez político se possa fazer pelo lado liberal como alguns desejam. Não só o pensamento liberal sempre foi absolutamente minoritário, como evidentemente prevalece um enorme consenso na sociedade portuguesa sobre o modelo do Estado dirigista. O "pombalismo" domina a cultura política portuguesa há 200 anos, usando mais uma vez um termo de Miguel Real. Naturalmente, não creio que vá desaparecer agora.»

Excerto de «Uma democracia suspensa no tempo», Nuno Garoupa no DN

Como recordamos num dos nossos lemas, António Alçada Baptista disse há mais de 50 anos o mesmo por outras palavras: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.»

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